Cala-te boca! kupuwa talalaa


Domingo, Junho 27, 2004


Dagelijks meer dan één spookrijder op Belgische wegen.
"Mais de um motorista fantasma diariamente nas estradas belgas"

Eu sempre fiquei intrigada com a palavra spookrijder que volta e meia figura nos boletins belgas de transito. A tradução literal de spookrijder para o português é "motorista fantasma". Se existe uma expressão especifica pra isso no Brasil, eu não sei. Mas se houver, por favor, me mandem um e-mail.
Spookrijder ou motorista fantasma, é aquele cara que por um descuido ou desatenção entra na via pela contramão e continua dirigindo quilometros consecutivos. Tantos quilometros que dá tempo da polícia ficar sabendo e repassar a informação para as rádios que interrompem imediatamente a programação para passar o boletim.
Mas por que eu to falando sobre isso? Porque há menos de 10 minutos, eu ouvi um boletim desses avisando que mais uma figurinha estava dirigindo na contramão no sentido Bruxelas-Antuerpia.

Até aí ninguém se assusta, mas a coisa não é bem assim. Semana passada, eu achei no jornal um artigo sobre os tais "motoristas fantasmas". Pasmem, mas a polícia belga registrou no ano passado 410 casos nas estradas do país. Isso é mais do que um spookrijder por dia!!!!
Entre as razões inumeradas, em primeiro lugar vêm a bebedeira. Ahhh, na Bélgica ninguém gosta de beber, é por isso...hohoho
Em segundo lugar vem a falta de atenção, bobeira mesmo. E daí entra a minha opinião pessoal de que essa parcela é preenchido em sua maioria pelos velhinhos belgas. Por que eu falo isso? Porque além das limitações da idade (visão, reflexo, etc) ainda tem um fato muito pitoresco que reinou aqui até não muito tempo atrás. Há menos de 20 anos, bem menos, quem quisesse tirar sua carteira de motorista bastava se dirigir até a prefeitura e solicitar a mesma. Não, não precisava nenhum exame, nem médico, teorico ou pratico. Era só pedir que estava na mão. Isso quer dizer que todos esses velhinhos de 70 anos que estão aí dirigindo nunca prestaram qualquer prova pra nada e muitos nem sabem o significado das placas.

Pois bem, mas isso nem é o pior em relação aos motoristas fantasmas. Em terceiro lugar vem nada mais nada menos do que tentativa de suicidio. Mas o que leva uma pessoa a tentar se matar dirigindo na contramão? Não seria mais facil se jogar na frente do trem? Seria, mas essas pessoas escolhem essa forma porque já têm caso de suicidio na família. Pra não traumatizar ainda mais os parentes, se transformam em "spookrijders" e no final das contas fica parecendo que foi apenas um acidente, um descuido, digamos, mortal.
Verdade que os spookrijders suicidas fazem parte da menor parcela registrada. Mas é preciso lembrar que esse número pode ser muito maior porque, afinal, os motoristas suicidas que atingem o objetivo se transformam na opção A ou B (bebedeira ou descuido). A pequena parcela registrada é de spookrijders que são pegos pela polícia a tempo e acabam admitindo o que pretendiam fazer.

MEDA!!! MEDA!!!!
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Terça-feira, Junho 22, 2004


Não pude deixar de publicar isso.
Tirei do jornal de hoje. Acreditem se quiser!



Tradução:

ele: Por que você acha que as pessoas aqui são tão receosas com negros?
ela: Eu não sei. Medo do desconhecido? Do diferente?

ele: sim, e por que nós somos então tão "desconhecidos", tão "diferentes", o que você acha?
ela: ah, sinceramente não tenho idéia.

ele: porque vocês na escola só aprendem história do seu próprio povo e nada sobre a gente.
ela: É verdade.

....
ela: hahahahah... pensando bem, eu acho que isso acontece porque vocês tem pênis grande.

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Prova oral amanhã e escrita na quinta-feira.
Eu precisava escolher um assunto pra debater na prova oral e me decidi por aquele artigo sobre a diferença entre belgas e holandeses. Estou nervosamente empolgada. Não que o tema seja complicado, nada disso, mas usar aquelas palavras do texto isso sim não vai ser fácil. Een moeilijk bevalling? Misschien wel.
Tradução: um parto dificil? talvez sim. É, os belgas usam também essa expressão.

E boa sorte pra mim!




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Sábado, Junho 19, 2004


Agora que eu consigo ler jornal sem ter que usar o dicionário dez vezes a cada linha, nada mais me escapa. Virei uma viciada em jornal e a cada matéria lida e entendida eu olho pra ele e digo com sorrisinho cínico: "ah há, e tu que achavas que ias vencer essa luta eternamento?!!! ho ho ho".

Mas o que eu quero falar mesmo é do Brasil que nesse verão definitivamente virou moda. Na revista que vem encartada no jornal de domingo, uma das matérias principais começa assim:

"Até o presidente usa Havaianas".
Sandalias de dedo brasileiras não são apenas meros chinelinhos

E eu bem que andava notando uma boa quantidade das legitimas aqui pelas vitrines das lojas. Oba!!! Agora não preciso mais usar o mecanismo de importação família-amigos.

Mas o resto da tradução fica pra depois, quando sobrar tempo.
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Terça-feira, Junho 15, 2004


Belgas x Holandeses

Achei essa matéria no jornal de semana passada e decidi que quando eu tivesse um tempinho, traduziria e colocaria aqui.
Já aviso que é a minha primeira tradução holandes-portuga com mais de três parágrafos, portanto, tenham piedade de mim.
Outro aviso, a matéria é grandinha... espero que alguem tenha saco!

Belga é o campeão mundial da desconfiança
Pesquisa cultural vai fundo no abismo entre belgas e holandeses

Nós dividimos o mesmo idioma e somos vizinhos, mas as semelhanças param por aí. Segundo a pesquisa dos professores Marie-Thérèse Claes da Universidade de Louvain-la-Neuve (UCL) e Marinel Gerritsen (Universidade Catolica Nijmegen) há entre os flamengos ou belgas de um lado, e holandeses de outro, um abismo cultural. Diferenças até folcloricas, como aquela de que holandeses não se escondem atrás das cortinas e flamengos justamente não gostam disso, são explicadas pelos pesquisadores por tras da profunda diferença psicologica e cultural entre eles.
«Praticamente não há países vizinhos no mundo em que uma parte do seu povo fale a mesma lingua e ainda assim sejam tão diferentes. O pensamento de que holandeses e belgas são um povo só é um mito absoluto », diz Claes. Gerritsen en Claes são especialistas em comunicação empresarial en intercultural e trabalham há anos com pesquisa comparativa entre culturas e povos.
Talvez pareça uma banalalidade o fato de que holandesas com muito mais frequencia tem partos em casa do que belgas, mas neste pequeno detalhe reside uma maneira completamente diferente de ver o mundo. "Porém o mais relevante é o que nós chamamos de ´evitar as incertezas´ ", diz Gerritsen. "Flamengos, e de uma maneira geral belgas, são verdadeiros campeões nisso. Isso quer dizer que eles querem ter o tempo todo a maior certeza possivel, que eles querem ter controle de toda e qualquer situação. E isso acontece na cultura belga através de regras e leis".
Gerritsen explica dando o típico exemplo de que belgas precisam carregar o tempo inteiro a carteira de identidade e de que futuras mães na Bélgica vêem com menos gosto o parto em casa porque quem tem filhos em casa tem em menor escala a sensação de que está diminuindo os riscos ou de que tem as coisas sob controle.
Mas o 'evitar as incertezas' vai muito alem do que querer apenas ter o controle. Isso nasce justamente de uma desconfiança gerada por tudo aquilo que é diferente ou desconhecido. «Nós fizemos outras comparações de aconselhamento empresarial entre holandeses e flamengos. Em Flandres, diferentes membros colocados lado a lado não tinham como primeira sensação a confiança pelo companheiro ao lado e sim a desconfiança. Por outro lado, na Holanda a resposta foi completamente diferente».
Claes : «O belga é, em outras palavras, muito temeroso. O sucesso do Vlaams Blok (Partido de extrema direita belga que tem como principais bandeiras a separação de Flandres e a criação de um novo país e a linha dura contra estrangeiros), é o melhor exemplo disso. Isso é um medo abstrato e trata principalmente de trazer muito mais estresse para os belgas. Por isso também que ocorrem na Bélgica muito mais acidentes de carro. « Nós temos medo daquilo que é inesperado, e esse constante estresse é descarregado no transito através de uma direção ofensiva ». Holandeses, como se verifica na pesquisa, acham de uma maneira geral tudo aquilo que eles não conhecem ou não tem controle, interessante.
Essa desconfiança, aliada ao medo e ao fato de evitar incertezas, faz dos belgas campeões no setor. Claes : "As outras diferenças já são mais relativas. Belgas são mais caoticos do que holandeses, mas em comparação com italianos, são muito mais ordeiros. Mas no nosso medo e no nosso impulso de querer ter tudo sob controle, nós somos tão bons que chegamos a ser campeões mundiais".
Uma outra grande diferença entre belgas e holandeses se torna visivel atraves de pequenas coisas. Holandeses são mais informais do que belgas e um professor holandes, por exemplo, é uma figura mais acessivel para o estudante do que para um aluno belga que geralmente se dirige ao professor de maneira formal. « Isso acontece através do relação de poder. Os belgas encaram a hierarquia como algo muito mais normal, eles esperam por isso. Um belga quer, muito mais do que um holandes, que o seu chefe diga o que ele precisa fazer. Mas é também importante ressaltar que flamengos, em contraste com os valões, estão mais inclinados na direção do modelo holandês, que é trazer ideias para empresa sem ter aquela sensação de hierarquia, de quem está acima ou abaixo. Holandeses concordam muito mais com a ideia de que todos são iguais e preferem também dividir responsabilidades. Belgas gostam muito mais da figura do chefe que toma todas as responsabilidades do grupo para si".
No entanto, as coisas não são tão simples assim. Porque embora os belgas gostem de ter o controle sob a realidade, os pesquisadores acharam relevante o fato de que eles tem menos respeito por leis do que na Holanda. Os holandeses são então mais universalistas. Eles acham que só existe uma lei e que você deve segui-la e que se você cometer algum erro, você deve assumir a responsabilidade pelos seus atos. Belgas são mais particularistas. Isso quer dizer que as leis existem, mas tudo depende da situação, se você vai respeitar ou não. Claes: «Nós temos muitas leis e regras para ter a sensação de controle sob a realidade mais presente e para diminuir o nosso medo. Mas isso quer dizer que quanto mais leis você tem, menos você respeita. Nós queremos limites de velocidade no transito, mas ninguem se atem a isso. Há aqui mais flexibilidade, as regras e as leis podem ser adaptadas dependendo da pessoa ou das circunstancias».
Há ainda uma diferença cultural que parte do particularismo. Na Bélgica, a vida privada é muito mais sagrada do que na Holanda. «Isso tem ligação também com a religião. Segundo o protestantismo, você deve abrir a sua vida. Todos devem poder ver o que você faz. Isso cria um enorme movimento social. Na Holanda eles têm o que se chama de "casas que podem ser vistas", embora a gente construa grandes muros e não consiga viver sem persianas e cortinas ».
Belgas também são conhecidos mais pela masculinidade do que os holandeses. Isso tem a ver, de maneira geral, com querer atingir os objetivos e ser individualista. Em culturas femininas, como a holandesa, há mais solidariedade e mais simpatia com os 'perdedores' ou 'menos favorecidos'. Gerritsen : « Os belgas vivem, por exemplo, para o trabalho, embora os holandeses trabalhem para viver. Na Holanda, há muito mais pessoas trabalhando meio periodo. Entretanto, na Belgica, isso é raro. Na Holanda, é normal que você tire uma tarde livre. Deixar o trabalho mais cedo para pegar as crianças no colégio é muito comum na Holanda, mas na Belgica não».
Num país onde o povo é mais direcionado a atingir os objetivos a qualquer custo, mas também é flexivel em relação a leis, pode rapidamente se tornar corrupto. Claes : « Belgica pode ser considerada como um país de mafias. Corrupção é uma indestrutivel aliada na maneira como nós olhamos as coisas.
Nós temos também uma cultura latina ou romana que muito mais se parece com a francesa e a italiana do que com as escandinavas ou a holandesa. Essas são claramente culturas germanicas» .

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Domingo, Junho 13, 2004


Amar é... (o primeiro da série "posts putos da vida")

- Mudar de país em nome da flor roxa e começar tudo do zero, principalmente a tal "nova língua".
- Se matar de estudar só pra depois descobrir que tudo aquilo que você aprende na escola não pode ser usado no dia-a-dia já que todos falam dialeto.
- Resolver passar um fim de semana com a turminha do camaradinha que você juntou os panos de bunda e fazer o seu melhor pra entender o que outros estão falando. Sem sucesso, é claro, já que ninguém está com boa vontade de falar o idioma padrão, só o famigerado dialeto.
- Então passar esses dois lindos dias se sentindo uma completa retardada mental e ainda ter que sorrir quando alguém não entende uma pequena diferença na entonação da palavra que você usou. Mas se sentir vitoriosa porque, afinal, você descobriu sem a ajuda de ninguém o que significa "blúvê". "Blúve" nada mais é do que aquilo que sonoramente você reconhece nas suas aulas como "bleiven" (em português, o verbo "ficar"). E tem mais, você "blúvê feliz porque agora você também sabe que "môi" (bonito) é "xuana" e "léquer" (gostoso) é "lar".

Então tá bom!
Ainda pouco fui olhar minha cara na espelho e já vi que ela tá inchando novamente. Maravilha!!! Mais uma alergia provocada pelo meu "xuana" estado emocional.
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Segunda-feira, Junho 07, 2004


Ontem assisti na no canal 3 da tv holandesa um compacto do primeiro Big Brother do mundo arabe. Os programas foram gravados em Bahrain, um arquipelago de 33 ilhas entre a Arabia Saudita e o Iran. Eu não sabia, porque sou ignorante assim mesmo, mas Bahrain é um país e não uma cidade árabe qualquer. Pra ficar mais fácil, esse arquipelago fica perto de Qatar (país no qual a unica referencia que tenho é o bordão « a televisão do Qatar »)
Eu não sei se todo mundo já viu esse compacto, mas ele foi gravada há quase um ano e reuniu doze figurinhas de diferentes países, do Marrocos à Arabia Saudita. Entre os participantes, muçulmanos e catolicos. No compacto, aparece a executiva do programa discutindo com um assistente sobre a possibilidade de incluir também judeus. Infelizmente ela foi descartada logo de cara para a primeira versão do BBB, mas possivelmente haveria essa possibilidade nas futuras versões. Uma pena mesmo porque essas futuras versões nunca acontecerão.
O Big Brother Bahrain durou apenas 10 dias, com direito a 3 desistencias logo nas primeiras 72h por conta do medo da reação pública e uma mãe se descabelando no telefone tentando tirar sua filha do ar. E olha que o prêmio não era pouca merda não, 100 mil dolares. O motivo do fim do programa? Ameças de grupos fundamentalistas islamicos. Mas mesmo assim durante o seu curto período de existência o programa foi um sucesso de audiencia em todos os país arabes que foi exibido. Momentos impagaveis do programa:
- A executiva desesperada gritando e tentando fazer com que os homens limpassem a casa horas antes do programa ir ao ar. Ela berrou pelo menos três vezes e os caras simplesmente olhavam impassiveis pra ela. Tipo : « o que? eu? homem na limpeza? fala sério! »
- A mesma executiva, já cansada de pedir pro povo, resolveu ela mesma botar a mão na massa. E lá vai ela colocando coisas no lugar quando aparece um participante e pergunta : « foi você quem deixou o alcorão no chão?¿. Ela: ¿Foi sim. Mas desculpa, eu sei que isso é proibido, mas eu não achei um lugar pra colocar ». « mas você não sabe que isso é uma ofensa ? ». « é, eu sei, mas¿ » E lá vai mijada na patroa.
- Um dos editores pra uma das executivas : « acho que é melhor a gente limitar o número de orações diárias. » « Porque? o que está acontecendo? «normal seriam duas, mas só hoje eu já contei cinco vezes». (eles montaram um lugar especial para orações onde câmeras eram proibidas. O mesmo valeu para os banheiros. Mulheres e homens obviamente dormian em quartos separados e os membros da casa não podiam ser filmados enquanto não estivessem completamente vestidos).
- Um muçulmano (não me perguntem muitos detalhes, não sei quem era) comentando o programa e falando que não entendia o motivo de eles terem construido na casa lugares de oração distintos para homens e mulheres se nas mesquitas todos oram juntos. No entanto, a piscina era comunitária¿ hohoho.

Uma pena, eu não perderia um episódio desse Big Brother se ele tivesse continuado.

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Domingo, Junho 06, 2004


Bem, acho que perdi o costume de escrever. Quando sento aqui na frente dessa tela, nem sei por onde começar.
Nessa uma semana já cheguei a pensar que voltar a ter um blog foi a idéia mais estupida que eu tive nessa primavera. E eu resolvo ressuscitar o blog justamente agora que estou mais ocupada do que nunca, pegando firme no holandês e com projetos concretos pro futuro. Porque eu fiz isso? Não sei, talvez uma necessidade de processar melhor tudo que está acontecendo.

Pô, Samanta, quanta baboseira!!! Que discursinho mais idiota!!! Que falta de criatividade!!!

Tá, então vamos continuar o diarinho. Quem sabe uma hora ele engrene e sai algo que preste.

Eu finalmente mudei de curso. Antes estudava numa escola para adultos, aulas quatro vezes por semana todas as manhãs. Parece bastante, ne?! Mas era uma meeerda. O nível era muito baixo porque os alunos vinham com formações completamente distintas e nem tudo mundo conseguia acompanhar. Resumindo, uma tartaruga num prazo de dois anos daria um banho no meu holandês.
Agora estou estudando na Universidade de Gent. Aulas todos os dias, mil exercicios pra fazer em casa, foruns, visitinhas a museus, etc. Estou adorando!!! Quanto mais dificil, melhor.

O professor é uma moça muuuito legal (não, eu não errei o indicativo de gênero). Estou fazendo amigos interessantes e, importante, criando coragem pra fazer coisas mais ambiciosas. Me aguardem!

Acho que também descobri uma forma de ganhar dinheiro sem precisar usar os bíceps. Tudo na legalidade e sem pornografia, pessoal. Mas ainda é segredo até que tudo esteja aqui na mão da mamãe.

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Quarta-feira, Junho 02, 2004


E-mail do dia:

Dear Madam,

We have received your Application Form and the relevant documents.
We have forwarded your file to the faculty authorities which have to evaluate
whether you can be accepted as a student or not.
This evaluation can last as long as 2 months. As soon as we receive
the advice of the faculty authorities we will inform you of their decision.


Depois de toda burocracia, agora é só esperar.
Sentada, talvez, mas me afogando nos cadernos. Afinal, se a resposta for sim, meu holandês vai precisar estar tinindo.
MEDA!!!

ps: os outros e-mails da minha caixa vão continuar ali, intocaveis, até que eu consigo respirar um pouco. Como vocês podem ver, a vida da menina aqui está sem muito tempo.
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Terça-feira, Junho 01, 2004


Fazemos assim: amanhã eu escrevo qualquer coisa pra encher linguiça!
Hoje eu to cansada e ainda preciso estudar.

Pois agora, comecei bem o novo blog, né não?

pfff...
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Samanta, 27 anos bem vividos exatamente como deus, aquele sadico, quis! Estudante de linguas e culturas africanas em Gante, Bélgica. Bizarro, eu sei. Aviso: este é um blog em que as vogais não servem pra nada e as consoantes para muito pouco. Mwoyi au! Dina dyanyi Samanta. Ndi mulongi. Ndi ndonga myakulu ya Afrika.

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